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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ralf Hütter Sugere Blu-Ray para o Outono

 Ralf em uma de suas raras entrevistas, falou a Rolling Stone sobre os mais diversos assuntos, principalmente sobre a turnê razoavelmente grande pela América do Norte, e em especial nos Estados Unidos.

 Há algum tempo noticiamos que diversos shows estavam sendo registrados profissionalmente e em 3D. Não foi difícil deduzir que a intenção do Kraftwerk era futuramente lançar um Blu-Ray e se aproveitar da tecnologia 3-D. Um "3D do 3D".

 Pois bem, entre os dias 14 de setembro a 09 de outubro serão feitos 14 shows, com direito a passagem por Detroit, uma espécie de segunda casa dos Kraftwerk. "Há uma conexão espiritual", disse Ralf. Até hoje são reproduzidas faixas da banda em rádios locais. Algo extremamente raro hoje em dia.

rollingstone.com (reprodução)

 
  Então, a pergunta "de sempre" foi feita: estará o Kraftwerk trabalhando em um novo projeto? Ralf confirmou que sim e confirmou um lançamento de um Blu-Ray com o "Catálogo 3-D" para o final de outono. Disse ele:
 
"Estamos transformando nossas performances para o 3D e em som surround, uma espécie de som 3D. Estamos trabalhando em um Blu-Ray para tornar isso disponível. Deve ser liberado no final do outono. Nós trabalhamos muito em todas as imagens, transformando de nossos arquivos do Kling Klang (estúdio) em formato 3D, organizando e sincronizado com a música, por isso é muita produção."

 Bombástico, não? Ele finalmente citou uma data para lançamento de material novo. Aqui vamos chamar de "Catálogo 3-D". Possivelmente, se utilizarmos as palavras de Ralf, esse será o nome do Blu-Ray.

 Na entrevista, Ralf também descartou qualquer envolvimento de Florian no projeto (aliás, onde está o sr. Florian?), afirmando que ele está realizando pesquisas sobre síntese de voz.

 Entre demais falas, principalmente sobre como procedem os shows e toda equipe envolvida, Ralf mencionou um "talvez" ao ser perguntado sobre o relançamento de material pré-Autobahn; que não existe faixa favorita quando tocam ("são como filhos", disse ele); e que o conceito que mais o interessa atualmente é mobilidade. Talvez seja esse um tema para um "nono álbum". Bicicletas e o movimento foram sempre coisas que interessaram ao grupo (ou, a ele).

 Falando nisso, Ralf também foi perguntado se estão criando novas composições. Segundo ele:

"estamos sempre trabalhando em novos padrões de músicas e composições de som. Uma vez que terminarmos com o nosso trabalho no catálogo 3D, esses oito álbuns, então vamos nos concentrar no número nove."

 Apenas um adendo: lembramos que Ralf menciona outono, porém o outono no hemisfério norte é a nossa primavera. Ou seja, até o final desse ano teremos, finalmente, conteúdo novo do Kraftwerk. Conteúdo em 3D em Blu-Ray. Ao que me parece, o intervalo de shows entre o início de outubro e o início de novembro servirá para finalizar esse conteúdo e, possivelmente, ser lançado.

 Enfim, a entrevista completa foi feita pela Geeta Dayal da Rolling Stone. Peço desculpas por traduções possivelmente ruins.
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sábado, 5 de julho de 2014

Kraftwerk em: Las Vegas, Seattle e Vancouver [+Extra]

 Julho começa e a que poderíamos chamar de "segunda fase" dos shows do Kraftwerk esse ano. Como infelizmente me falta tempo (e paciência) para unir fontes e sempre fazer posts horas depois, não o faço. E principalmente por falta de boas fontes... Quem lembra da série de shows no MoMA, se recorda que fazia posts praticamente diários, por ter fontes o suficiente e em diversos sites. Sempre recomendo a visita em fóruns especializados para àqueles que querem estar mais ligados show a show.

 Indo ao assunto, os shows demonstraram algumas novidades quanto ao set-list e algumas variações/mudanças das faixas e visual. Para surpresa de muitos o grupo tocou "The Telephone Call" antes da suíte de Music Non Stop, o que praticamente os fazem tocar todas as faixas do Electric Café durante o show, por terem tocado a faixa-título: Electric Café, logo após The Telephone Call, e ainda, Boing Boom Tschack~Techno Pop~Music Non Stop. Sabe-se que ocorreu no show de Las Vegas (28/06), não sei informar se nos outros também. Deixo o set-list completo no fim desse post.

 A principal fonte de informação do show (fora, obviamente os fãs) foi o review do Jason Bracelin. Ele se perguntou se computadores podem gerar emoção. Após o show teve a certeza que os alemães lhe responderam. Na já conhecida estética "retro-futuristica", disse ele que: "Visualmente, o show era principalmente evocativo ao passado" e citou o rádio AM/FM com as notas musicais flutuantes em Autobahn, Spacelab que é sempre um show à parte e House Phone (The Telephone Call) com os antigos telefones rotativos e de botão. O show durou cerca de 135 minutos (duas horas e quinze).

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  Já em Seattle, no último dia 01/07, o grupo tocou no Paramount Theatre, um "um velho teatro ornamentado no coração do centro da cidade". A preferência de ingressos dos shows foi para quem os tinha do Sasquatch Festival (posteriormente cancelado), gerando uma nova "briga" por ingressos e deixando muitos decepcionados. As informações são do review do "Claude" para o Electriccafe.info.

 Segundo o Claude, o dia estava ensolarado, quente, o ambiente muito tranquilo e alguns fãs até mesmo vestidos a caráter: a velha roupa vermelha e gravata. A equipe do Kraftwerk, como sempre, vendendo material da banda. O término de seu texto resume a ópera: "O setlist foi bastante padrão para a turnê, pelo que tenho lido dos shows anteriores. No final de "Spacelabe" o U.F.O. pousou na frente da Paramount, que tinha o "KRAFTWERK 3-D" na marquise claramente visível. Eles devem ter tomado a foto no início do dia. Um destaque veio no final, quando a banda teve os seus arcos [seus "solos", como conhecemos]. Ralf estava pingando de suor - todos os quatro deles pareciam que realmente se alimentam de energia da multidão - quando levantou a mão e ele bateu levemente no seu coração com o outro, como se dissesse o show (e recepção) realmente significou muito para ele." 

 E de quebra, Ralf ainda concedeu uma entrevista (ainda em Maio e liberada apenas agora) ao site de uma rádio local universitária, a KEPX. Ele falou sobre a ideia de introduzir a tecnologia 3-D, a primeira experiência nos anos 80 (a própria Rebecca Allen foi aos shows no MoMA) e um pouco do passado, presente e futuro. Também está disponível em áudio.

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 E, finalmente, o show mais recente... ocorrido no dia 03/07 em Vancouver, no Canadá. O review foi feito pelo Francois Marchand. Ele também fala do aspecto retrofurutista do evento e que talvez seja uma das melhores coisas que já ouviu no "Teatro Raínha Elizabeth", se referindo, principalmente, a qualidade sonora técnica... "cada bleep, bloop, sweep e swoop ressoando com uma qualidade cristalina.", disse ele. O site também disponibilizou algumas pequenas fotos.


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- Foto [Las Vegas]:



- Vídeo:


 
[Tour de France (Versão Longa) - Las Vegas]

- Set List [Las Vegas]

1 - The Robots
2 - Metropolis
3 - Numbers
4 - Computer World
5 - Home Computer
6 - Computer Love
7 - The Man-Machine
8 - Spacelab
9 - The Model
10 - Neon Lights
11 - Autobahn
12 - Radioactivity
13 - Tour de France
14 - Tour de France 2003 (Versão Longa)
15 - Trans-Europe Express
16 - Electric Café
17 - The Telephone Call
18 - Boom Boom Tschak
19 - Techno Pop
20 - Musique Non Stop

Encore:

21 - Aéro Dynamik
22 - Planet of Visions

 Infelizmente não foi disponibilizado o set-list dos outros shows. Porém, não deve ter mudado muito. 

- Links: em torno do post.
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entrevista: Folha de São Paulo [1998]

 Transcrevo agora uma entrevista das muitas disponíveis no http://www.technopop-archive.com, um site brasileiro com conteúdo sobre o Kraftwerk que recentemente voltou ao ar depois de algum tempo (dizem que o próprio Ralf mandou fechar... mas enfim). Essa entrevista aconteceu em Outubro de 1998, quando o Kraftwerk vez sua primeira visita ao Brasil. Vamos a entrevista:
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  Folha de São Paulo - O Kraftwerk se considera mais do que um grupo pop?
Ralf Hutter - Sim. Somos operários musicais. Inventamos a semana de 168 horas, não há separação entre trabalho e tempo livre. Há tantas coisas a fazer: música, programar computadores, imagens, filmes, letras, palavras, discursos, entrevistas, viagens, esportes...
  Folha - O que mais o interessa?
Ralf Hutter - A vida cotidiana.
  Folha - Na Alemanha?
Ralf Hutter - Sim, só podemos falar do nosso dia-a-dia, ou seja, predominantemente o contexto industrial alemão em Düsseldorf, Colônia. Mas também estamos perto da fronteira, área pan-européia.
  Folha - Nesse momento a Alemanha passa por mudanças políticas.
Ralf Hutter - Sim, mas isso é só administração. Acho que não tem nada a ver com arte, música ou pensamento. Quem se importa com o governo? Não acho que burocratas possam influenciar a cultura.
  Folha - E quem pode?
Ralf Hutter - Bem, as pessoas fazem cultura, os cineastas, os escritores, os matemáticos, os cientistas, os artistas. Essas são as pessoas interessantes, não os burocratas.
  Folha - E o cotidiano?
Ralf Hutter - As invenções influenciam a vida cotidiana, como o gravador, a câmera digital, o sintetizador. Há cem anos, para criar um grande som, era preciso uma centena de pessoas, então era necessário um rei ou um rico empreendedor industrial. Hoje, com um computador e caixas de som, há todo um novo princípio de criação autônoma, que transforma os governos e a burocracia em redundantes. E com a Internet e outros canais de comunicação, há diferentes autonomias de discurso.
  Folha - O que acha do "faça-você-mesmo" com os computadores na música? E do resultado?
Ralf Hutter - É como havíamos previsto nos anos 70. Éramos a primeira geração do pós-guerra na Alemanha, quando não apenas as casas foram bombardeadas, mas havia uma desorientação na cultura alemã. Mas foi uma grande oportunidade, porque começamos do zero, não havia tradição contínua. Tínhamos essa idéia de criar a "Elektronikevolksmusik", como o Volkswagen, algo popular. Agora está em todo lugar, no mainstream. Aconteceu.
  Folha - Em 1977, você disse que "todo mundo busca o transe na vida, e as máquinas produzem um transe absolutamente perfeito". Continua achando?
Ralf Hutter - Sim. Nós tocamos as máquinas e algumas vezes elas nos tocam, é um diálogo. Kraftwerk é o homem-máquina. Algumas pessoas atingem o transe com a exaustão física, tomando drogas ou 20 xícaras de café. Nós o fazemos pela música.
  Folha - Há uma hierarquia na música eletrônica?
Ralf Hutter - Não. Algumas vezes, na música, o fator humano é superestimado. E com o Kraftwerk nós levamos o fator mecânico ao mesmo nível, à igualdade. Se você trata suas máquinas musicais da mesma forma que seus amigos ou a si mesmo, achará um feedback positivo.
  Folha - Primeiro foi o mecânico, o carro, o trem, depois o computador, agora há a Internet. A música antecipa estes estágios ou os retrata?
Ralf Hutter - Algumas vezes ela é simultânea, mas a música pode ser muito visionária.
  Folha - O que é visionário hoje?
Ralf Hutter - Nosso próximo disco.
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 Todos os créditos a Dante de Conti Neto e Marcelo Duarte, admins do http://www.technopop-archive.com.

Mais entrevistas (transcreverei algumas para aqui): http://www.technopop-archive.com/data_interviews.php 
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Ralf Hütter concede entrevista ao "O Globo"

 Aqui reescrevo a entrevista dada pelo Ralf Hutter ao jornal o Globo e faço alguns comentários...

Divulgação do Sónar Festival
oglobo.com

 "RIO - A relação não é de homem/máquina e sim de entrevistador/entrevistado. Mesmo assim, Ralf Hütter, do Krafwerk — que se apresenta no Sónar São Paulo, no próximo dia 11 —, parece disposto a inverter os circuitos e faz a primeira pergunta ao repórter, assim que a assessora de imprensa do grupo faz a conexão Rio-Berlim por telefone.— Olá. Nós nos conhecemos? Já conversamos antes? — quer saber ele.
        
 Negativo. Afinal, entrevistas com o Kraftwerk — principalmente com o único integrante da formação original do mitológico grupo alemão — são eventos raros. — E você já viu algum show do Kraftwerk? — emenda. Positivo. Dois shows no Brasil — no TIM Festival de 2004, no Rio, ao lado do Massive Attack, e na Praça da Apoteose, em 2009, abrindo para o Radiohead — e um na Inglaterra, em 1997, no festival Tribal Gathering."

 Por algum motivo Ralf tem esse hábito, já percebi ele perguntando se já conversou com jornalistas outras vezes... sinceramente não entendo muito o porquê... ele gusta de fazer turnês... bem simpático da parte dele.

 "— Ah, foi ótimo tocar naquela praça desenhada por Oscar Niemeyer. Cheguei a estudar arquitetura, e ele foi uma grande inspiração — diz ele. — E aquele show no Tribal Gathering foi especial, marcou nossa volta aos palcos britânicos depois de uma longa ausência."

 Percebe-se aí um pouco de seu passado e sua cultura extremamente diversificada...

 "Cinco anos de ausência, mais precisamente. Antes disso, o Kraftwerk — que se apresentou recentemente, por oito dias, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), dentro da instalação "Retrospective 12345678" — vivia uma relação conflituosa com os palcos, sumindo deles com razoável frequência, por $sempre conseguir traduzir ao vivo, em alto nível, o som dos discos e a estética visual pensada pelo grupo. Só a partir do fim dos anos 1990, com o avanço da tecnologia, é que os shows do Kraftwerk passaram a ser menos esparsos.

 — Nossa relação com a tecnologia sempre foi intensa, e sofríamos muito quando não conseguíamos levar as ideias para o palco do modo como queríamos. Era frustrante não ter o equipamento adequado — conta Hütter. — Mas hoje a tecnologia está no padrão que sempre pensávamos. É quase um sonho."

 Lembremos de inventos como uma especie de gaiola que o Kraftwerk testou em 75~76 em seus shows mas não deu muito certo, e alguns recorrentes cancelamentos de shows em shows em 91. Diz-se que eram nove horas entre a montagem e desmontagem do estudio portátil e palco de shows.

 "Um sonho que inclui, diz ele, o formato 3D que marcou os concorridos shows em NY.

 — Os shows em 3D são um marco na nossa evolução. É perfeito para a nossa linguagem visual e deu um toque especial nas apresentações no MoMA. A exposição e aqueles shows representaram uma espécie de ciclo que se completou para a banda, que nasceu num ambiente de arte em conexão com a música. Diferentemente de outras bandas, museus não são habitats estranhos para nós."

 Atentemos a parte aqui repetida: "A exposição e aqueles shows representaram uma espécie de ciclo que se completou para a banda". Seria essa uma prova que o Kraftwerk estaria entrando de vez em novos projetos, como um novo álbum prometido em breve? Aguardemos...

 "Mas como o Sónar São Paulo não é o MoMA e o Parque do Anhembi não é o seu átrio, o show do Kraftwerk no Brasil vai ser um pouco diferente daquele apresentado em NY.
— Vamos fazer um resumo daquela retrospectiva, tocando músicas de diversos álbuns. Mas o 3D está garantido. Vamos levar todo o equipamento, inclusive os óculos.
Ironicamente para uma banda tão ligada em tecnologia, seu estúdio, o famoso Kling Klang, não possui telefones. Ao menos é o que diz a lenda em torno do robótico grupo, que evita esses aparelhos para não quebrar o estado de imersão completa quando seus integrantes estão trabalhando.

 — Não há mesmo telefones no estúdio. Telefones eram muito intrusivos, você nunca sabia quem estava ligando. Isso mudou hoje, claro, mas mantivemos essa postura. Precisamos de concentração total para trabalhar. Depois que saímos dali, tudo volta ao normal."

       O repórter falou uma história repetida mas tudo bem... gosto dessas histórias do Kraft.

 "Essa reclusão não parece significar uma produção intensa. Afinal, disco novo, o Kraftwerk não lança um desde "Tour de France soundtracks", de 2003.
— Mas estamos sempre trabalhando em novas ideias, inclusive para o próximo disco. É um processo contínuo, não há pressa — garante."

 É... não há pressa... 

 "Parte desse processo contínuo gerou, pelo menos, o recém-lançado aplicativo Kling Klang Machine (para iPhone e iPad), que permite que o usuário produza sons sequenciados como se estivesse dentro do estúdio da banda.
— Ele gera sons que vão se modificando à medida que a pessoa vai interagindo com eles. É um trabalho mais atmosférico do que explosivo — conta ele, que diz ter um iPad "apenas para funções tradicionais". — Não o uso para fazer música. Seria excessivo. É bom ficar um pouco desconectado."

 Esqueci de comentar por aqui que esse app recebeu atualização recentemente... bom pra quem é um entusiasta na música...

 "Para se desconectar ainda mais, Hütter gosta de andar de bicicleta, uma notória paixão dele e da banda, que inspirou o hit "Tour de France", de 1983.

 — Sou o único da banda que ainda leva essa atividade a sério. Ando sempre que posso. É um prazer incrível e um ótimo exercício — conta ele, que teve um sério acidente nos anos 1980, sofrendo traumatismo craniano após cair da bicicleta. — Mas aquilo foi há muito tempo, numa época em que íamos de bicicleta atrás do ônibus da turnê quando nos aproximávamos de uma cidade. Hoje, não consigo mais fazer isso. Não consegui nem andar no Central Park durante nossa temporada em Nova York. Em São Paulo também não vai dar tempo, já que vamos viajar de volta no dia seguinte ao show."

  É Ralf... a velhice chega a todos... até maquinas envelhecem... só espero que se um dia você parar só pare de andar de bicicleta...

 "Antes de a entrevista ser encerrada pela atenta assessora do grupo, Hütter faz mais uma pergunta:

 — Você é do Rio, não?

 Positivo.

 — Adoro a energia e o ritmo da cidade. Apesar de estarmos distantes e virmos de outro contexto, sinto uma afinidade do Rio com o Kraftwerk. O som do baile funk é um exemplo disso. É uma combinação de ritmos muito interessante."

  Essa ultima deixo a cargo de vocês. Para mim depois dessa #RalfFunkeiro deveria ir para os tt's no twitter. [risos] Ele poderia ter sido um tanto quanto mais... robótico...


E a foto do jornal "O Globo" de hoje (12.07.05): http://twitpic.com/9ikpb8

Espero que tenham gostado dessa (não tão) curta análise.
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terça-feira, 17 de abril de 2012

Ralf Hutter Anuncia Novo Álbum... em breve

 Em meio aos shows no MoMA, Ralf Hutter concedeu uma entrevista para a rollingstone.com afirmando que o Kraftwerk lançará um novo álbum ... "em breve" (anos e anos, para alguns fãs). Por algum motivo acredito nas palavras dele, tanto porque seria uma grande oportunidade jogada fora com todo o marketing em torno deles, mas também também não me surpreenderia caso eles sumissem por um bom tempo novamente.

reprodução

 Trecho em inglês da entrevista:

 "Mr. Hütter said a new Kraftwerk album was under way. “We didn’t fall asleep,” he said. “The 168-hour week is still going on since the beginning, since 1970.” And when can listeners expect the new album? “Soon,” he said. He would not elaborate."
       
 O jeito é aguardar... e aguardar... e aguardar... 

Links

rollingstone.com (inglês) 
rollingstone.com (português)
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