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domingo, 18 de outubro de 2015

Diário #6 - Electronica 1, Novas Aquisições e Davos

 Olá, humanos!

 Voltamos com algumas novidades. Muita coisa interessante a acontecer esses últimos dias. Aqui falo sobre minhas impressões sobre o novíssimo álbum Electronica 1: The Time Machine do Jean Michel Jarre, algumas novas aquisições (em meio a "crise") e o álbum mais fofo que ouvi em tempos.

 SAIU, Electronica 1: The Time Machine finalmente saiu! Mas como não poderia deixar de ser com uma surpresa que nos assustou um pouco. Cerca de três dias antes foi liberado TODAS as faixas do álbum no canal do Jean Michel no youtube, o que não pode deixar alguns dos fãs com certa "raiva". Oras, se fez tanta expectativa quanto ao álbum, porque colocar várias faixas no youtube?


 Isso, ao meu ver, pode significar uma coisa mais interessante do que o álbum em si: a chance de turnês mundiais. Vejam... o modelo hoje em dia tem mudado, qualquer bom artista sabe que "só" de álbum não se vive. Em complemento a essa visão sobre o assunto, mais uma boa notícia surgiu: o álbum será lançado sim no Brasil e na América do Sul como um todo. Há muito se falava sobre o "desleixo" da Sony com nosso país, que chegou a chamá-lo de "DJ" em rede social (claro que com muita reclamação dos fãs). Isso é o mínimo. Porém, se encontra em pré-venda em alguns sites.

 Com a boa notícia e o CD já em pré-venda e devidamente comprado (nem imagino o quanto custaria o LP, caso chegue em nosso país), resta aguardar para ter uma impressão final sobre o álbum. A opinião é, por enquanto, unânime e me incluo: o álbum é um 8 de 10. Não é um excelente, mas nem de longe um álbum ruim. É um bom álbum sem dúvidas. Uma excelente volta do JMJ ao mercado.

 Já é possível "encontrá-lo" pela grande rede, mas lembre-se da mensagem que deixo sempre ao lado: fãs (também) compram original! O CD já é número 1 na Amazon em diversos países! Parabéns ao mestre pelo bom trabalho!

 Quem quiser saber mais já sabe, pula no Jarrefan.

 Ainda falando do Jean Michel, tive uma chance de ouro nessas últimas semanas e adquiri os primeiros discos do Jarre. Óbvio, não os primeiros de forma cronológica, mas os primeiros para mim. Foi um excelente lote com seis dos discos do mestre em muito bom estado e a um preço muito bom. Abaixo as aquisições (foto em qualidade ruim, eu sei...)


 São eles: Oxygene, Equinoxe, The Concerts in China, Rendez Vous, Revolutions, Jean Michel Jarre in Concert - Houston-Lyon. Todos em muito boa qualidade. Vamos, aos poucos, aumentando a coleção.

 Já me falaram que era mais fácil achar os discos dele por aqui... bom... creio que seja verdade.

 Fica a recomendação do site Vinil na Net.

 Para finalizar o post, fica a recomendação do álbum novo do Computer Magic, que na verdade é Danz (<3) e banda. Danz é fã declarada do Kraftwerk.

 "Davos" foi lançado semana passada junto a mais um excelente single (o terceiro) e um clipe. O álbum está disponível por completo no Spotify, o single no Soundcloud, e o clipe no Youtube (agora VEVO). Esse terceiro single, sinceramente, não poderia ter sido melhor escolha. É minha preferida do álbum e estou repetindo ela há dois dias.


 É interessante lembrar que o Computer Magic, datado ainda de 2010, possui sim álbuns lançados, porém todos no Japão, onde possui um apelo bem interessante. Digo isso baseado no melhor termômetro que poderia ter: os fãs japoneses Kraftwerk que sigo / me seguem no Twitter, principalmente os que parecem mais jovens.

 É sempre complicado tentar descrever álbuns desse tipo. Quando falamos no álbum do Jarre a gente sabe o que é mais dele ou o que é mais do colaborador, o que achamos de pouca ou maior qualidade, etc. etc. A questão é que o álbum está em minha cabeça e, principalmente, seu single. Algumas faixas, principalmente a segunda, me lembrou vagamente Ladytron (faz tempo que não ouço, inclusive). É um bom álbum, de boas músicas, tem personalidade e com cara de álbum: temática bem definida e não parece um arremedo de músicas seguidas das outras. É "fofo" e divertido.

 Há coisa que não aprecio muito. Essa coisa é "gostar" de algo específico e um artista. Tento ter uma visão democrática sobre música (eletrônica). Ela leva em consideração não levar aspectos como o artista ter a melhor voz ou tocar melhor determinado instrumento. Isso faz tirar o fator "Pocket Calculator" da coisa: música fácil, a palma da mão, seja você quem for. Fácil não de facilmente digerível, mas de fácil produção, simples, democrática. Há um nome que resume bem isso, pena não lembrar ao certo qual. Mas, mesmo com esse pensamento, não posso deixar de me sentir frio a voz dessa moça.

 Enfim, deixo o terceiro single aqui então. Ouçam Secret (e se puderem, o álbum por completo). Até a próxima.



 Um detalhe que quase esqueci: Radioactivity está fazendo quarenta anos esse mẽs! Tire um momento para ouvi-lo ok? ;)
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domingo, 6 de setembro de 2015

Diário #5: Kraftwerk em 1998, Electronica Vol. 1, Publikation e Aphex Twin

 Ele chegou!

 Sim, após uma breve demora chegou o "Publikation" em versão brasileira. Passei das pouco mais de 50 páginas que li online e é uma leitura bastante prazerosa. O biógrafo, David Buckley, foi sem dúvidas um guerreiro na investigação. Uma boa outra dica é que ao folear encontrei uma série de ótimas fotos, todas em excelente qualidade. Valeu pelo trabalho na editora.

 Ah, e quem tiver um troco e quiser comprar, vai diretamente na editora. Acho que a procura foi muito grande e não está sendo muito fácil achar não... fica a dica. Tu pode comprar ele aqui.

 Uma outra coisa interessante a se fazer é dar uma olhada no curriculum do biógrafo. Acho que precisava ser alguém como ele pra fazer esse trabalho. Ele hoje vive na Alemanha.

 Porém, sem mais detalhes. Leiam e apenas isso.

PS: se demorar um pouco é só cobrar da editora o envio (risos)

 Essa é curta!

 Faz uma semana que o "User18081971" lançou mais tracks no soundcloud. Destaco alguns samples, por exemplo, como as demonstrações de uma marca específica de teclado da Casio. Tudo parece pura experimentação. Do tipo que ouvíamos nos primeiros álbuns do Kraftwerk, do Krautrock em geral, ou mesmo Stockhausen (sério).

 Loucura? Bizarrice? Nada! É só um espaço de um amante de música eletrônica (assim como eu ou você, só que um gênio) usando um espaço pra divulgar coisas interessantes. Nós que somos fãs do Kraftwerk, uma banda muito reclusa, ficamos felizes em algo assim. Outro dia ele estava buscando como reprogramar um Yamaha DX1. Tem coisa mais humana que isso?

 Isso me faz lembrar quando o Kraftwerk criou uma conta no twitter e chegou a parabenizar o vencedor da Tour de France de, acho, 2011. Esses posts, óbvio, estão apagados. Isso foi feito após toda uma reformulação nas formas de se divulgar conteúdo online, criando uma página oficial no facebook, etc.

 É bom lembrar que no dia vinte e oito do mês passado em seu codinome AFX, Richard D. James lançou on line o Orphaned Deejay Selek 2006-2008. Sem dúvidas excelente. 

 Fica, então, uma das novas tracks do "User18081971". Se não soubesse que é ele diria que era do Stockhausen.


 Nesses últimos dias, também no dia vinte e oito de agosto, outro grande ídolo anunciou finalmente a data de seu novo álbum.

 Jean Michel Jarre finalmente lançará o "Electronica Vol. 1: The Time Machine" no dia dezesseis de outubro. O álbum contará com inúmeras participações e, pelo título, tem como ideia fazer uma retrospectiva da música eletrônica, ou, da música eletrônica que o Jean Michel Jarre conhece (e faz!).

 O álbum já está em pré-venda em diversos sites, incluindo o Google Music. No site do produtor (e não DJ, viu Sony?) dois boxes estão sendo vendidos com conteúdo exclusive. Um deles custa a bagatela de 270 dólares, trazendo uma impressionante série de ítens como, por exemplo, quatro faixas em "Áudio 3D". Algo realmente novo para mim. É um pioneiro sendo pioneiro.

 Bem, como o título também sugere, terá um "Vol. 2", que será lançado, adivinhem, no outono... do hemisfério norte. Jean Michel não lança um novo álbum de inéditas há sete anos.

 Esse outono será muito interessante, não?

 Segue a tracklist:

1) The Time Machine (JMJ & Boys Noize)
2) Glory (JMJ & M83)
3) Close your eyes (JMJ & AIR)
4) Automatic (part 1) (JMJ & Vince Clarke)
5) Automatic (part 2) (JMJ & Vince Clarke)
6) If..! (JMJ & Little Boots)
7) Immortals (JMJ & Fuck Buttons)
8) Suns have gone (JMJ & Moby)
9) Conquistador (JMJ & Gesaffelstein)
10) Travelator (part 2) (JMJ & Pete Townshend)
11) Zero Gravity (JMJ & Tangerine Dream)
12) Rely on me (JMJ & Laurie Anderson)
13) Stardust (JMJ & Armin van Buuren)
14) Watching you (JMJ & 3D (Massive Attack))
15) A question of blood (JMJ & John Carpenter)
16) The train & the river (JMJ & Lang Lang)

 Se quiser saber mais é só ir no JarrefanBrasil.

 Pra finalizar, anuncio que estou revisitando posts, colocando em ordem, corrigindo links etc. Em uma dessas, me apareceu algo interessante...

 Ao revisitar alguns posts antigos, me deparei com uma infinidade de coisas que ainda não fiz e devo fazer. Estou em uma fase de revisitar bastante coisa do blog e da coleção do Kraftwerk. Ao rever um post de 2012 (é... um tempinho atrás), me deparei com o comentário de uma pessoa que foi ao show do Kraftwerk em São Paulo em 1998. Foi em um post do show em Rio de Janeiro, esse é o link.

 Não consigo, relendo, revisitando posts, corrigindo links e arquivos, deixar de registrar isso, mesmo tanto tempo depois. Fica aqui todas as palavras descritas por simplesmente "Unidade de Carbono no Palido ponto Azul". O mais curioso é que fez exatos três anos. Com carinho, deixo o manifesto completamente sincero:


"Fui testemunha ocular destes shows no Brasil. Fui no show de S.Paulo e gostaria de deixar meu depoimento registrado.

Não fazia nem um mês que eu havia me mudado para Sampa, quando veio a notícia que o Kraftwerk iria tocar no país. Com mais 3 outros fãs do fã clube do Jarre no Brasil (JARREFAN-BRAZIL), fomos correndo atrás de ingressos, que se esgotou em poucos dias. Na época, eram vendidos nas lojas SELECT em postos de gasolina. E não custou muito caro, menos de R$ 80,00 sem carteirinha.

No dia do show, uma preocupação muito grande da parte dos seguranças, para que ninguém levasse máquina fotográfica ou gravadores pois eram estritamente proibidas (na época não tinha celulares com câmeras). O Kraft, só aceitou tocar no Brasil se trouxessem o Kling Klang móvel, pois na época, eles levavam o estúdio juntos nas excursões, nos anos seguintes, foram tudo via laptop. Então, o Kraft foi a única banda que tinha um palco exclusivo só pra eles e com isto, não precisávamos assistir as outras atrações do FREE JAZZ, pois depois ainda tinha Massive Attack, mas no meu grupo, ninguém quis assistir.

Eu realmente não sabia o que veria lá, pois conhecia pouca coisa e aquele foi o meu...primeiro show internancional.

O lugar era fechado e lotou, mas creio que não tinha tanta gente assim, pois deu pra ficar a menos de 5 metros do palco. Ruim só os seguranças armários na nossa frente, mas deu pra ver legal.

Quando as luzes apagaram, entrou a voz do curador do festival, Zuza Homem de Mello, anunciando os robóticos Kraftwerk pela primeira vez no Brasil. Então a musica começou com as cortinas ainda fechadas o show começou e ela abriu e foi revelando os integrantes cada um em um lugar demarcado do palco com quatro telões ao fundo.

Creio que o setlist seguiu igual ao do Rio, só que os paulistas tiveram uma vantagem, pois não lembro de ter havido problemas técnicos igual ao o ocorrido nas terras cariocas e registrado pela Globo/Multishow.

Realmente foi algo marcante. Queria ter visto mais os caras, mas a grana ficou curta nos anos seguintes e priorizei outros shows internacionais como Duran Duran, New Order e Simple Minds (este ultimo, com direito a cover do Kraft).

Quem viu foi sensacional, pois nunca mais eles trouxeram o Kling Klang Studio junto."

5 de setembro de 2012 09:41


 Por hoje é só! Em breve o segundo post da passagem do Kraftwerk pelo Brasil em 2004 com o show "extra" em Brasília. Preciso reorganizar muita coisa, principalmente arquivos.
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sábado, 6 de junho de 2015

Diário #4: Syro, Mercado e Decepções

 Olá, colegas...

Passei o mês de Maio batido e DIVERSOS shows novos foram marcados. Irei começar pela parte decepcionante, mesmo que o título do post seja sobre (de novo) o álbum do Aphex Twin. Ele tem sido uma constante essas semanas sem shows do Kraftwerk.

 Voltando, dezenas de shows, como vocês sabem, foram marcados. Pensei em incluir no blog uma espécie de calendário, mas não consegui pensar numa forma interessante de fazer isso... então é recorrer sempre ao site dos caras. 

 Então, o que torna algo como DEZENAS de shows decepcionantes? Duas simples notícias: a primeira, a definição do Sónar Festival SP (São Paulo), com datas de 24 até 28 de Novembro. Até então nada do Kraftwerk estava marcado para esse período: havia uma esperança!

olha o anúncio...

 Cerca de uma semana depois veio a má notícia: o grupo marcou shows para praticamente todo Novembro e boa parte de dezembro... as esperanças se foram. Caso algum de vocês ainda não tenha visto, é só dar zoom.

 Porque tanta decepção? O Brasil é um país onde temos leis bizarras, algumas até são boas ideias, e na área cultural não é diferente. Se você não é daqui e tem um pouco de curiosidade para saber como funciona o mercado de shows (ou mercado cultural em geral), conheça a (atualmente) bizarra Lei Rouanet e como as pessoas meu pais, conhecido pela corrupção, conseguiram fazer com ela. Ao menos o atual ministro da cultura quer "abrir fogo" contra tudo isso...

 Um outro exemplo mais antigo e curioso foi quando uma cantora baiana "conseguiu" 1,3 milhões de reais (R$ 1.300.000,00) para criação de um... blog. Para você meu amigo que não lê em português, isso equivale a mais de quatrocentos mil dólares ($ 400.000,00). Acho que vou entrar com uma dessas também... (risos)

convenhamos... é show pra caramba!

 Ainda há um outro problema tão grave quanto. O "gosto médio" do brasileiro está de péssimo para tenebroso, o mercado acompanha isso. Isso se reflete em uma cantora que "consegue" mais de cinco milhões para seus shows com uma lei que deveria "incentivar" a cultura. Quem conhece minimamente eletrônico aqui é graduado em música (e, muitas vezes, pós-graduado... verdadeiros acadêmicos no assunto), jornalistas, colecionadores de vinil ou desbravadores preguiçosos (ou ocupados) como eu. São poucos como o diretor/comandante do (excelente) programa "Oscilations Radio Show" que patrocinam o bom (e a história do) eletrônico em nosso país. Existe o mercado dos DJs, o mercado de raves e shows "Trance" (com boa parte dos frequentadores que desconhece nomes como Tangerine Dream ou mesmo Jean Michel Jarre). Ainda temos dois "fenômenos" como o Funk, elogioado pelo próprio Hütter e o... Technobrega. Esse último merece um post único e um esforço astronômico para explicar a todos que não leem esse blog em minha língua.

 Por fim, temos os grandes festivais aos quais apelido de... farofa (DJs) e exemplos fora da curva como o Sónar, que é mainstream e patrocina o bom eletrônico e/ou experimental. É nesse contexto que tento ver o Kraftwerk em meu país, e quando não ocorre em um festival como esse é decepcionante. Num contexto onde o Sónar SP 2013 foi cancelado por falta de patrocínio.

 Bom... resta a esperança para 2016. Ano que vem já irá fazer quatro anos sem uma visita da banda no Brasil. Se contar as últimas visitas o período encontra-se na média.

 Aliás, devo deixar claro que quase todo tempo em frente ao computador, não entendo tão bem sobre mercado cultural nem daqui, nem de fora daqui... são apenas... impressões. Não me xingue se eu estiver errado. Comente algo amigável e vamos todos aprender!

[OKAY VAMOS FALAR DE COISAS BOAS!]


  Siiiiiiiiiiiim, amigos (leia aqui um "yeeeeees") eu consegui uma PROEZA essas últimas semanas para aliviar a "dor" da impossibilidade de ver o Kraftwerk em meu país. Duas boas almas conseguiram importar o Syro em VINIL e eu COMPREI UM EXEMPLAR!!!

 Sim, tenho um exemplar do Syro. São 03 vinis lindos em uma capa completamente branca e cartão de acesso a conteúdo online. Eu devo dizer que estou feliz com isso e que quase entrei em falência (risos).

 Parte a parte:

I - 03 LPS;
II - Capa branca com o que parece ter sido todos os custos descritos;
III - Cartão verde com senha de acesso a conteúdo online;
IV - Contra capa do último disco com descrição dos mais de CEM instrumentos utilizados.

(bem que poderia ter um adesivo, mas isso é bobagem)  

 Fora um pequeno chiado em XMAS_EVET10 (justamente minha música preferida), me dar esse presente foi a melhor coisa desde que comprei meu toca-discos.

 A luta agora será para permitir compras internacionais no meu cartão de crédito e adquirir o "The Inevitabe End". O álbum sensacional (e último lançado dessa forma) do Röyksopp.

 Bom, peço desculpas pelo longo post. Mas como não poderia deixar de ser... deixo uma música:
 
ela foi tocada em Roskilde 97'

 Lembrando ao colega desocupado que acompanha o Aphex Twin que ele não "sumiu", ele mudou o link do soundcloud para user18081971 (a data de seu nascimento).

 Isso é tudo. Obrigado por acompanhar! Em breve postarei mais 03 shows no blog! Aguardem!
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segunda-feira, 16 de março de 2015

Diário #3: Experiências com Vinil e a Primeira de 2015

 Olá colegas,

 Eu sei, ainda não postei a retrospectiva em Amsterdan, já acabou a de Copenhage e vocês já ouviram tudo na internet (Amsterdan). Ainda bem que temos boas almas como a do "technopop2000" que posta tudo pra gente tanto no Mixcloud quanto no Youtube. É só pesquisar no google e vocês acharão todos os shows para ouvir. Se quiser versões em VBR0 eu postarei nos próximos dias. Farei isso até a terça-feira, pois estou tendo de terminar um trabalho inacabado de meses e meus amigos estão com raiva de mim (com razão). Escrevo esse post ouvindo a primeira boa descoberta de 2015. E olha que é extremamente difícil adquirir gostos. Mas fica mais abaixo.

 De novidade "novidade" mesmo, fora confirmar minha matrícula em 07 matérias na faculdade, o trabalho "trabalhoso" e estar fazendo pelo menos umas 05 coisas ao mesmo tempo, me fazendo não ter tempo pro blog vou lhes contar as novidades:

 COMPREI UM TOCADOR DE VINIL!!!!!!

 Desculpem o "enxame" como dizemos aqui no nordeste do Brasil, mas poxa... o melhor presente que me dei nos meus quase 21 anos de vida merecia rojões (se isso não assustasse os pobrezinhos dos cães).

 Depois de ter passado um pequeno estresse, graças ao mercado livre, pela compra A VISTA (boleto), de um tocador de empresa "Platinum" utilizei o crédito que fiquei no site em um outro tocador. Eu só não vou postar uma foto dele feita com a porcaria do meu aparelho celular ou nem modificá-lo de lugar (risos). Em resumo o site não confirmava a compra até que o pagamento estivesse confirmado e com boleto isso pode demorar até 03 dias. Ou seja, se alguém comprar com cartão de crédito antes do pagamento ser creditado você perde a compra. Absurdo a "proteção" que o mercado livre dá a empresas "Platinum", mas ok.

 O meu toca discos é um Numark TTUSB, como o da foto ao lado. Eu não entendo muito de tocadores do tipo, mas esse post foi essencial para confirmar a compra. É um Numark TTUSB com agulha Stanton. Não posso dizer que foi algo tão barato a mim, nem acho tão relevante a função USB, já que tenho duas caixinhas Microlab com 02 pares de entradas RCA, o que me permitiu colocar ele bem do meu lado na "mesa de trabalho"

 A compra se deve mesmo a uma questão afetiva muito forte, que é ouvir o Kraftwerk (e em breve, após fechar a coleção outras coisas) em seu formato "original". Isso é um próprio respeito a banda, mesmo que tenha os vinis por revenda, e não compra direto deles. Convenhamos que o The Catalogue custa quase o que paguei pelo toca-discos. Foi caro a mim? Foi. Mas ficará aqui pra vida toda... já que cuido dele como um filho. No mesmo dia ouvi todos os 05 vinis que tenho, descobri defeitos e tudo mais... infelizmente não tenho um som compatível com a qualidade do tocador, mas esse ano talvez (talvez) eu terei. Eu só posso dizer uma coisa:

TÔ FELIZ PRA BURRO!!!!!

 Bom... a segunda parte do post se remete a uma moça que descobri graças a um amigo jornalista. 

Não vou mentir que a primeira coisa que me interessou foi ver esse rosto lindo de uma jovem que parece ter mais ou menos minha idade e tinha tudo pra fazer uma musica bem fraquinha, mas algumas das faixas são tão simples quanto surpreendentes. Também não quero dar uma de crítico musical, me sinto incompetente demais para isso já que gosto apenas de meia dúzia de coisas.

 Trata-se da Danz, ou melhor, do Computer Magic. Que é "Danz e banda" (só consigo lembrar de como o Kraft é hoje). Não tenho muita informação sobre fora o bendito wikipedia. A banda tem apenas 05 anos de carreira (poxa eu já conhecia o Kraft anos antes do show de 2009 e vai fazer 06 anos semana que vem) e tem influências "incluem Radiohead , Barbarella , e Philip K. Dick". Nunca parei pra ouvir Radiohead (amigos, considerem que sou um xiita para música nova) mas uma outra colega jornalista é bem clara ao associar ao Kraftwerk de alguma forma. E convenhamos qualquer troço eletrônico deve algo a eles... Computer Magic é, enfim, a primeira boa descoberta de 2015.

 ENFIM...

 Eu vos deixo com uma foto maravilhosa dessa senhorita e uma música que estou em loop há dias. Me digam se estou superestimando esse som, por favor. Também comentem sobre se curtem esse tipo de post, que as vezes pode ficar bastante longo. Evitarei. Mas fiquem com ela:

Computer Magic - A Million Years 

PS1: Eu adoro esse bendito chiado do vinil.
PS2: Acho que estou apaixonado por essa senhorita.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Diário #2: Aphex Twin e o caso Soundcloud

 Para esse post, utilizo um texto que fiz recentemente para minha rede social particular. Achei interessante postar ele na íntegra e adicionar apenas uma introdução. (vi a imagem aqui)

 Aphex Twin nunca deve ter sido alguém "comum" no mundo da música (eletrônica). Com clipes e músicas do belo, ao assustador (ou perturbador?) ele sempre teve atenção especial pela sua inteligência, ao ponto de inaugurar uma própria vertente da música eletrônica, a IDM, pouco depois título atribuído ao próprio Kraftwerk. Richard também critica o conceito de "Intelligent Dance Music", porque "faz com que os outros pareçam burros", segundo ele.

 Bom, o caso é que algumas semanas atrás surgiu um usuário no Soundcloud que a priori remete a algumas músicas dele, mas que depois foi confirmado por quem já o conhece há mais tempo que eu, que em uma segunda oportunidade um outro usuário apareceu no site de músicas com algumas faixas que remetiam a musicalidade do Aphex Twin, logo depois apagadas. E como a internet é algo bastante rápido, "alguém" no reddit postou um link para torrent das cento e cinquenta e sete músicas, agora um pouco menos...

16 de fevereiro às 02:46 (horário do Brasil):

 Agora que o link antigo(1) saiu do ar (kickass) e foram disponibilizadas mais tracks, surgiu um outro link(2).

 São 157(3) músicas do Aphex Twin postadas pelo próprio. E antes que qualquer um diga o contrário, todo mundo está concordando com isso, então desculpa. Até eu mesmo que sou desconfiado com tudo estou concordando. (imagem do "álbum" do torrent)

 As maiores evidências são ter músicas que ele toca ao vivo em versões de estúdio (Heliosphan, 8 Utopia, Boy Girl Song, etc.) e remixes de várias outras. Não é nem pela desconfiança é porque é praticamente IMPOSSÍVEL ser outra pessoa... praticamente. É como a pitchfork disse: "If This Aphex Twin Archive Is Fake, We Don't Want to Know What Real Is".(4) Dizem que pessoas envolvidas a ele reconheceram algumas tracks antigas, confirmando que seja realmente dele.
   

 O mais legal que com esse burburinho todo, cada música tem entre 10 mil e 50 mil "ouvidas". Se fosse "apenas" 25 mil em média teríamos quase 4 milhões... que é coisa pra caramba. (5)

 Na minha opinião ele está remasterizando todo material antigo e como não tem muito o que fazer com tanta coisa, está colocando na internet. O Kraftwerk(6) e o Atom Heart(7) fizeram coisas semelhantes, cada um a seu modo: lançando discos ou disponibilizando (de forma paga) na internet.

 Pode ser tudo isso, inclusive nada. Richard é meio pirado e gosta de fazer arruaça. Mas é um gênio.

 Aposto que ele mesmo fez o torrent e está sendo peer. Do jeito que é doido...

 Agora é deixar baixando para arquivo. Tem muita coisa boa!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Diário #1: Primeiras Aquisições :DDD

 Hello! Nem demorou e já venho postar coisas novas. Afinal, a alegria de postar isso é maior que qualquer coisa: adquiri meus primeiros exemplares originais do Kraftwerk!!!! (ao lado eu e o meu primeiro vinil comprado, mas vi o Tour de France antes. É muita emoção!)

 Pois é, para alguém que já fez postagens no começo do blog utilizando internet móvel conectada a outro computador bem inferior a esse, temos algum avanço.

 Recentemente tive a alegria de comprar meus primeiros exemplares do Kraftwerk, se tratam de:

- Autobahn (USA, 1974) [R$ 50,00]
- Tour de France (BRA, 1983) [R$ 14,00]
- The Mix (Amostra para rádio, BRA, 1991) [R$ 30,00]

 Felizmente acabei descobrindo que existem algumas boas almas em meu estado que possuem obras dos "caras" em vinil, originais e por preços módicos. Ao menos agora para mim não parecem tão caros (risos).

 Falando com mais detalhes de cada um deles, algumas considerações:

- Autobahn: obviamente está bastante usado, a capa bem estragada e segundo o vendedor (esse foi o único que comprei pela internet), possui algum chiado ao tocar. Devo afirmar que não sou o mais apto a falar sobre qualidade de vinil. É algo que não entendo praticamente nada;

- Tour de France: a primeira vez que achei algo aqui onde vivo. Por coincidência em frente a universidade onde estudo. É bastante comum aqui a venda desses produtos em frente a universidades, afinal com esse "revival" que temos do vinil um dos principais públicos (me incluo em parte nisso), é o público mais jovem;

- The Mix: do mesmo comprador que o Tour de France. Tive de aguardar uns dias (e estou aguardando antes de comprar o próximo, senão entro em falência) e comprei uma versão que vale OURO. Como praticamente não se tocava/toca Kraftwerk aqui no estado (e provavelmente no país), os discos estão em estado de novo. Falo isso sem qualquer exagero, principalmente em comparação aos outros dois. Só não contem a ninguém que me parece versão de acervo de rádios hein? (risos). O mais curioso é que eu não o vi de antemão. Fui alertado por amigos e que até mesmo me enviaram fotos. São essas fotos que estão no post! Créditos ao Ulisses por isso.
 
 E então a pergunta que não quer calar é: "Tá bem Romário (esse é meu nome), então onde você vai tocar isso?"

 Excelente pergunta colega e eu te respondo: eu não sei!

 Ok... eu posso estar exagerando. Realmente não tenho onde tocar os discos "novos", mas já tenho uma ideia do que utilizarei para tocar. Sei que existem sistemas com receiver e o tocador em si mais antigos e de excelente qualidade, mas o espaço limitado (e por simplesmente não ter de lidar com equipamentos dessa forma), utilizarei algo mais prático. Só que farei isso a médio prazo. Pretendo ainda esse ano, no segundo semestre, finalmente adquirir um toca-discos. Estou pensando em um Stanton ou um Technics (não, não estou rico), principalmente a primeira opção. O que vocês acham?

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Sobre o Sumiço, um Diário e Novidades

 Olá, colegas... que saudades de vocês!
 
 Faz um bom tempo que não apareço com novidades. De Outubro até agora muita coisa ocorreu em um âmbito mais pessoal de minha vida. Atualmente sou servidor público e tenho uma jornada relativamente cansativa de mais de 12 horas fora de casa, pois também faço faculdade de cinema, onde me encontro nos últimos períodos (ou seja, mais cansativo ainda). Fora essas tarefas estou envolvido em algumas produções na minha área, em um ambiente universitário aonde vivo. Tudo isso acaba me impedindo de pensar em fazer posts com alguma qualidade e por isso acabo não fazendo, na maioria das vezes. Esse por exemplo é mais um "diário de bordo" do que qualquer coisa.
 
 Por isso venho me desculpar de tanto tempo sem posts ou novidades. Do mês em que realizei meu último post até agora "só" ocorreram:

- Shows no ZKM (o mesmo local que em 1997);
- Retrospectiva em Paris (e olha, que maravilha de retrospectiva);
- Retrospectiva em Berlin (muito boa, porém não vi nenhuma gravação);
- Retrospectiva em Paradiso, Amsterdã (o mesmo local de 1976, e de cobertura maravilhosa).

 Desses a retrospectiva de Amsterdã teve melhor cobertura. Uma boa pessoa gravou todos os shows e disponibilizou em .FLAC em um famoso (e fechado) fórum de torrents. Infelizmente por depender de ratio (relação upload e download) não consigo direto da fonte, afinal a internet em nosso país não é lá muito boa em comparação a países desenvolvidos. E quando conseguimos um usuário para fazer upload com nosso arquivo baixado (fazendo assim crescer o ratio), ele logo sai, pois já baixou de outro usuário com internet melhor. Fica aqui o desabafo (e motivo por ter sido banido desse site, sem qualquer remorso).
 
 No momento em que escrevo esse post faço o upload em MP3 VBR 0 dos oito (8) shows em Paradiso e de antemão me disponho a postar a vocês assim que puder em post específico.

 Me disponho também a (tentar) voltar a realizar novas postagens e deixar vocês ligados em tudo que de novo ocorrer. Estou na espectativa desde o fim do ano passado de ocorrer um show da banda aqui no Brasil. E hoje com a confirmação de shows em Portugal, essa esperança cresceu mais uma pontinha. Espero apenas que deem o devido espaço a eles. Os shows ocorrerão em Lisboa (esgotado em horas) e Porto (ainda com ingressos a 65 Euros).

 Falei no começo do texto de forma pessoal porque depois de quase três anos (completados em Janeiro) com esse projeto, parado por duas oportunidades, acabei tendo o compromisso de ser um brasileiro que pode manter um bom conteúdo atualizado sobre o Kraftwerk, visto que a maioria dos grandes sites (muitos dos arquivos me baseio), surgidos ainda nos primórdios da internet no país, estão fora do ar ou foram impedidos (muitas vezes pela própria banda) de continuarem seu trabalho.

 Enquanto eu... bem... continuo aqui acompanhando de longe. E mantendo na maioria das vezes uma rede de pessoas no Facebook, um meio bastante rápido de se comunicar. Mas que acabo por esquecer de manter essa rede aqui.

 Outra novidade é que pensarei em mais postagens sobre outras bandas/grupos que gosto. Principalmente nessas épocas tenho acompanhado todo o burburinho com o Aphex Twin, seu recente Grammy (vejam só, Kraftwerk em um ano e Aphex Twin em outro), os mais recentes álbuns e caso soundcloud. Temos também o Atom TM, alemão como o Kraftwerk e que descobri a algum tempo. Fora esses dois indicaria fortemente o Blastromen, um duo que faz um dos eletrônicos mais pesados e dançantes que você poderia encontrar, e ainda estão em começo de carreira... 

 No futuro então pretendo: 

- postar mais conteúdo (textos, vídeos);
- postar mais conteúdo que diria "pessoal", seja daquilo que gosto ou coisas relacionadas a realidade brasileira. É interessante que em determinada época tive mais visitantes Japoneses que Brasileiros. Isso é muita coisa! (o que me faz também escrever de forma mais simples possível, para que a tradução não seja prejudicada);
- o que ocorrer.

 Pois bem... isso é tudo! Aguardem novidades! Com minhas "férias", me dedicarei a produção (de textos e vídeos).

 Obrigado a todos que acompanham esse humilde blog de tantos que existem por aí! :)
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